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A internet atropelou a cultura de pagar por informação. Todo mundo quer conteúdo de graça, esquecendo que a produção de conteúdos de qualidade normalmente envolve o trabalho de profissionais altamente qualificados, equipamentos caros, riscos de diversos tipos e muito tempo de dedicação. Quer dizer, consumir é de graça, mas produzir não é. Só é possível entregar conteúdo gratuitamente quando alguém paga a conta. A questão é: quem vai pagar a conta?
O canal Do campo à mesa foi lançado no YouTube em julho de 2013 com a proposta de produzir informação confiável e independente, sem conflito de interesses, sem espaço para anunciantes que possam querer interferir na nossa liberdade de dizer a verdade, doa a quem doer.
No primeiro ano, conteúdos educativos e impactantes foram produzidos e publicados gratuitamente, na raça, sem a expectativa de ganhos financeiros ou remuneração mínima pelo trabalho. Havia, no entanto, a esperança de que empresas honestas fossem aparecer oferecendo apoio, o que não aconteceu. A partir do segundo ano, o canal passou a contar com doações mensais voluntárias de alguns fãs. Mas têm sido poucos doadores, e sem verba fica muito difícil investir na pesquisa e produção de novos conteúdos.
Diversas alternativas vêm sendo estudadas e testadas no intuito de tornar este trabalho viável. Acompanhe abaixo.
Financiamento coletivo por projeto
Uma das alternativas que pensei em experimentar foi o modelo "tudo ou nada" de financiamento coletivo. Na teoria, funciona assim: a produção de um determinado conteúdo é orçada, e lança-se uma campanha de arrecadação para financiá-lo. Em cada campanha, é preciso arrecadar todo o valor estabelecido como meta para que o projeto saia do papel. Se a arrecadação não for suficiente, devolve-se o dinheiro para os doadores, e o projeto não é realizado. 
Quando comecei a orçar as reportagens especiais que queria realizar, vi que o custo delas é bastante alto e que o número de doadores necessários para alcançar as metas poderia chegar a 400 pessoas, em alguns casos. E descobri que o esforço de divulgação para conquistar 400 doadores poderia ser até maior que o trabalho de produzir os conteúdos. Desse jeito, as campanhas se tornariam mais um problema, mais um trabalho duro não remunerado, em vez de uma solução. 
Patrocínio
As empresas de alimentos que costumam patrocinar conteúdos relacionados a alimentação na internet tendem a ser aquelas negativamente afetadas pelo conteúdo deste canal. Não posso nem quero contar com elas como patrocinadoras. Eu poderia, no entanto, contar com o patrocínio de marcas de acessórios de cozinha ou com pequenos anunciantes de alimentos saudáveis, por exemplo, se elas quisessem. Quem sabe um dia. Não têm chovido ofertas. 
Apoio de ONGs
Entidades do terceiro setor interessadas em alimentação saudável, sustentabilidade, saúde pública e direito do consumidor podem ser uma boa fonte de apoio, embora, normalmente, sejam entidades com verba limitada, que também dependem de doações e do apoio de organizações internacionais para tocar seus projetos.  Em 2017 o canal está recebendo o apoio da ACT Promoção da Saúde para a produção de um pacote de 14 conteúdos relacionados a políticas públicas no setor de alimentos. Obrigada, ACT!
Produtos pagos
Em 2017 o canal entrou também no ramo dos conteúdos especiais para venda, na forma de cursos e publicações especiais. O primeiro curso online do canal está à venda aqui no site. 
Novos projetos
Empreendedor não para nunca. Vira e mexe, a gente tenta uma coisa nova. E é lindo quando dá certo!

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