Se é Bayer, é... indústria química, meus amigos. Indústria química não é algo que a gente possa dizer que é bom. É algo que 99% das pessoas não conhece direito, segundo estimativas do Laboratório Especializado em Chutes (LEC) do conglomerado midiático Do campo à mesa. Eu vi um documentário na Netflix sobre a indústria química e fiquei com medo de prestar muita atenção. Ao que parece, estamos condenados a servir de cobaias pra ela em todos os setores da economia, com uma infinidade de substâncias cujos efeitos não foram estudados, e não há ativismo ou poder público que possa reverter a situação. Mas vamos à notícia. A notícia de hoje é que a Bayer, que boa parte de nós conhece dos inseticidas usados para manter as baratas longe de nossos pés, desembolsou US$ 66 bilhões para se tornar dona da Monsanto, uma das empresas mais odiadas do mundo. monsanto-152587_640A Monsanto é odiada porque, depois de fabricar o agente laranja, veneno que desfolhava árvores no Vietnã e assim ajudava a matar pessoas na guerra, passou a fabricar agrotóxicos, que agora ajudam a matar agricultores e seus vizinhos de câncer. A empresa é odiada também porque quer ser dona de todas as sementes do mundo, pra que todas as pessoas do mundo dependam dela para comer. Com isso, ela pretende se tornar a empresa mais rica e poderosa de todas, podendo então dominar o mundo, como querem os vilões. O problema é que ela está conseguindo avançar bastante em seus planos, ao contrário da maioria dos vilões das histórias em quadrinhos, que sempre perdem no final. Então é agora que esse slogan da Bayer não vale nada mesmo.
Fonte: Valor Econômico   Leia também: http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2016/09/fusao-entre-bayer-e-monsanto-vai-aumentar-lucros-com-agrotoxicos-e-transgenicos-2129.html http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/dossie-monsanto-em-risco-a-alimentacao-do-mundo

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